Hoje vamos conversar sobre Transtorno do Espectro Autista e Terapia Manual

Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma doença multifatorial de condição etiológica pouco clara (Bramati-Castellarin et al. 2016). Entretanto estudos mostram uma possível ligação entre disfunção comportamental dos autistas e sintomas gastrointestinais. Outros estudos afirmam um possível eixo cérebro-intestino, onde o agravamento dos sintomas comportamentais possivelmente pode ser devido a reações inflamatórias no intestino decorrentes de alterações dos sinais imunológicos (Jyonouchi et al., 2005; Reichelt e Knivsberg, 2009; Forsythe et al., 2010).

Estudos levantam hipóteses sobre alterações do sistema nervoso relacionadas a indivíduos com TEA, entre elas, processos inflamatórios no sistema nervoso central e periférico e alterações na drenagem linfática meníngea (Goines and Van der, 2010; Al-ayadhi e Mostafa, 2011; Onore et al., 2012; Mateus e Sestan, 2012; Theoharides et al., 2013, Bradstreet et al.,
2014).

Nos últimos anos, pesquisadores têm buscado o recurso da terapia manual para auxiliar no tratamento do TEA, atuando nas disfunções gastrointestinais e utilizando técnicas que visam regular o sistema nervoso central. Hoje vamos apresentar dois estudos, um que demonstra evidências científicas do efeito da osteopatia visceral em crianças com TEA e outro que comenta como a terapia crânio-sacral pode trazer efeitos benéficos e deve ser estudada mais profundamente, já que vêm sendo utilizada amplamente em alguns países há mais de 30 anos em indivíduos com TEA.
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O primeiro estudo utilizou técnicas da osteopatia visceral (VOT) em 49 crianças com autismo, onde apresenta resultados favoráveis para os seguintes desfechos “Melhoria significativa no vômito, falta de apetite e contato visual após a aplicação VOT”.
O segundo estudo teve como foco a terapia crânio sacral, entrevistou 388 participantes entre pais, clientes e terapeutas crânio-sacrais. Segundo a opinião dos mesmos o estudo sugere que a terapia crânio sacral já é profissionalmente recomendada como tratamento auxiliar do TEA.

Entre 2016 e 2017 tive a oportunidade de realizar a formação da terapia crânio sacral, completando os 10 passos e avançando para o modulo completo do crânio, terminando toda a formação oferecida em Recife pelo Upledger Brasil (Intro, TCS1 e TCS2). Tive o enorme prazer de estar no curso no Rio de janeiro ministrado por Ioná Bramati-Castellarin, PhD, autora do primeiro artigo sobre osteopatia que mencionei acima, onde aprendi com ela o protocolo das técnicas VOT.

A osteopatia e a terapia crânio-sacral podem auxiliar muito no tratamento do TEA. Se você gostaria de saber mais, entre em contato com a SEVEN, será um prazer esclarecer qualquer dúvida.

 
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  Danielly Lima Gomes

Graduada em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco (2014), Mestre em     Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco, Formação em Osteopatia pelo IDOT (Níveis   estrutural, postural e visceral completos. Nível craniano em andamento), formação completa em   Pilates (Pilates Zone), Avaliação e tratamento pediátrico em Osteopatia (Cobra-RJ), Terapia Crânio-   Sacral (Upledger), além de formações na área de drenagem linfática, liberação miofacial,   reabilitação  vestibular e bandagens terapêuticas. Atuou como fisioterapeuta motora e respiratória   na  UTI-neonatal do Hospital Barão de Lucena, atualmente é professora de anatomia, fisiologia e   gineco-obstetrícia da faculdade IPESU, pesquisadora do Laboratório de Estudos em Pediatria da   UFPE e Fisioterapeuta da SEVEN Terapias Integradas.