Conhecendo a Osteopatia Pediátrica

O parto pode ser considerado como o “primeiro trauma” do ser humano, particularmente quando muito longo, muito rápido ou instrumentalizado com fórceps. Principalmente quando nos deparamos com o cenário de nascimento, onde a criança passa rapidamente pela mãe e depois por uma série de avaliações (pesagem, pezinho…) de extrema importância para o longo da vida, mas talvez não tão importante para os primeiros momentos ou minutos da vida, onde aquele ser humano que acabou de conhecer o mundo passou tão rapidamente por quem era “seu mundo” até então, sua mãe. A partir daí, começamos a entender que por muitas vezes não nascemos no estado de “perfeita saúde” e talvez precisaríamos de algum auxílio para nos fazer voltar ao equilíbrio.

É muito comum escutar as seguintes reclamações, em casa, o bebê não dorme bem, chora constantemente, está constipado, tem refluxo, dificuldade em respirar, etc. São nesses momentos que a osteopatia pediátrica entra em ação, para auxiliar no processo de cura, onde conta com técnicas de mobilizações específicas e suaves, muito diferente do tratamento para adultos, para permitir o equilíbrio das tensões, com ênfase nos diferentes tecidos (ossos, articulações, tendões, músculos, fáscias, órgãos), e sobretudo no sistema nervoso autônomo do bebê.
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Apesar de não ser amplamente conhecida no Brasil, a osteopatia pediátrica é um recurso comumente utilizado principalmente pelos europeus, por exemplo a Suíça, onde em algumas das maternidades os bebês são observados pelo osteopata antes de terem alta, ou no Reino Unido, onde existe um conceituado Centro Pediátrico de Osteopatia.

Além disso, existem diversas pesquisas científicas que esclarecem e confirmam bons resultados da osteopatia pediátrica, podemos ressaltar estudos feitos com crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que trazem resultados positivos para contato visual e outros aspectos destas crianças. Outro estudo realizado com recém-nascidos prematuros internados em UTI, apresentou, entre outros resultados, a diminuição dos dias de internação além da economia dos custos hospitalares.

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Danielly Lima Gomes

Graduada em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco (2014), Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco, Formação em Osteopatia pelo IDOT (Níveis estrutural, postural e visceral completos. Nível craniano em andamento), formação completa em Pilates (Pilates Zone), Avaliação e tratamento pediátrico em Osteopatia (Cobra-RJ), Terapia Crânio-Sacral (Upledger), além de formações na área de drenagem linfática, liberação miofacial, reabilitação vestibular e bandagens terapêuticas. Atuou como fisioterapeuta motora e respiratória na UTI-neonatal do Hospital Barão de Lucena, atualmente é professora de anatomia, fisiologia e gineco-obstetrícia da faculdade IPESU, pesquisadora do Laboratório de Estudos em Pediatria da UFPE e Fisioterapeuta da SEVEN Terapias Integradas.